Carlinhos Brown, o amigo brasileiro de Draco Rosa

     

Anos 80. Mais precisamente, 1985. Era a segunda vinda do Menudo ao Brasil. Charlie, Robby, Ricky Martin, Roy e Ray mantinham o ritmo que marcou a geração Menudo: assédio de fãs, agenda acirrada de entrevistas, apresentações em programas de TV e quase nenhuma privacidade. Sair do hotel para conhecer um pouco das cidades por onde passavam, nem pensar.
E foi numa dessas “reclusões” em hotéis que Carlinhos Brown e – àquela época – Robby Rosa, se conheceram. Brown era percussionista de Luis Caldas e Caetano Veloso, coincidentemente ficou hospedado no mesmo hotel do Menudo no Rio de Janeiro e no Nordeste.
“Draco é meu amigo! O conheci quando ele ainda estava no grupo. Estávamos no mesmo hotel, ele naquele clima de não poder sair por causa da histeria, a gente acabou trocando vários sons por ali mesmo. Éramos jovens, ele já demonstrava um talento natural, sem igual”, disse Carlinhos Brown com exclusividade para a Draco Brasil.
Na década de 90, enquanto Robby se projetava na carreira solo, Brown se lançava em carreira internacional, passando a ser conhecido nos quatro cantos do mundo, como líder da Timbalada. Seus caminhos voltaram a se cruzar.
“O tempo passou e mantivemos contato. Em 2002 ele esteve no meu estúdio na Bahia, gravamos juntos, foi incrível. Nos encontramos sempre, até hoje. Da última vez, que Draco esteve comigo na Bahia o Ricky Martin estava junto”, relembra o músico baiano.
Em 2004, Draco e Carlinhos Brown foram agraciados com o Grammy Latino e estreitaram ainda mais a amizade.
“Ano passado nos vimos inúmeras vezes. No Festival de Montreaux, em programas de TV pelo mundo afora, em hotéis. Adoro o Draco. Ele era o talento do Menudo. Sempre muito maduro e certo do que queria. Tem um talento que o mundo precisa descobrir!”.
Alguém discorda?

Por: Flavia Cirino



 Banda Nove Mil Anjos (9MA) grava no Estúdio da PHVX

Alardeado, Nove Mil Anjos reúne ex-Sandy & Junior, ex-Charlie Brown Jr. e ex-Pitty

"No primeiro dia, o estúdio havia sido decorado com centenas de velas acesas para nos receber. Aquilo foi um verdadeiro ritual de chegada", conta o guitarrista Peu Souza, enfurnado no Phantom Vox, estúdio do eterno menudo Robi Draco Rosa, em Hollywood (Califórnia).

"A cereja do bolo é a mesa de som em que foi gravado o In Utero, do Nirvana. Minha guitarra passou pelos mesmos canais que Kurt Cobain usou! E o set de microfones foi usado pelo Rick Rubin para gravar o Johnny Cash", se empolga o baiano. Até o fechamento desta edição, o Nove Mil Anjos finalizava o disco de estréia ainda sem título, e não havia feito sua primeira aparição oficial (no VMB 2008) marcada para 2 de outubro. As expectativas existem e são justificadas: é a primeira grande investida musical de Junior Lima fora da dupla que o consagrou com a irmã Sandy.

"Não é 'a minha' banda, é a nossa banda. Sou dono de 25%, assim como os outros. A minha parte termina quando começam os 25% dos outros", conta Junior, preparado para os questionamentos que vão se seguir à estréia.

Clique para ver a reportagem na Rolling Stone e no O Globo.

Para comprar o CD da Banda: Livraria Saraiva


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